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Virgem do Carmo, canto, com a voz prematura
e o coração aberto dos meus primeiros anos
quando sinto no peito a luz de outra manhã
e os meus passos apontam a paz de outro caminho.
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Põe amor nos meus lábios para acender a crítica
desta oração em verso, que é gozo e é fervor
volteio de alvoroço para cantar a Rosa
de teu Carmo, Maria, que encerra a minha dôr.
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Tú, Carmo, na minha infância... Quando a vida começa
a sentir todo o peso do tempo e a distância,
nesses breves anos que o sol da pureza
solta suas carícias de luz e de fragrância.
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Teu nome é o bater gozoso da minha vida,
Carmo, sempre nos meus lábios como uma voz sonora
que vibra como um eco da Mãe contida
em Núvem de Pureza e celestial Aurora.
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Teu nome em cada pequena pedra de minha casa
e no jardim que amava, estava em cada flôr,
e nessa sinfonia do tempo, quando passa
e passa, com o beijo do teu materno amor.
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E fui nos meus anos jovens de luta e fantasia
quando senti o teu alento de amor nos meus dias
e floresceu no meu peito como uma primavera
no crescimento dos frutos do teu santo escapulário
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Nesses anos jovens vi-te na Nuvenzita
que Elias viu elevar-se até ao azul do céu,
vi-te no resplendor que no meu coração brilha
como uma estrela eterna com luzes do Carmelo.
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Nessa Nuvenzita que sempre estás a enviar
aos nossos corações a chuva celestial,
óh Virgem do Carmelo que estás fecundando
o fruto da terra com gozo maternal
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Entregaste-nos, Mãe, o teu santo escapulário
como sinal seguro de eterna salvação,
que sempre o usemos com fé nos nossos dias
porque é a fortaleza do nosso coração
.
Poema de Carlos Urueña
Tradução de Victor Elias

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